Doença Renal Crônica no Rottweiler: Sinais de Alerta e Como Cuidar do Cão Idoso
O que é a doença renal crônica e por que ela costuma passar despercebida
Os rins do cão têm uma capacidade de reserva enorme: um Rottweiler pode perder até dois terços da função renal antes que os primeiros sinais apareçam no dia a dia. É por isso que a doença renal crônica (DRC) costuma ser descoberta tarde, quando o dano já avançou bastante. Diferente de uma lesão renal aguda, causada por intoxicação ou infecção súbita, a DRC se desenvolve ao longo de meses ou anos, com os néfrons — as unidades filtradoras do rim — sendo perdidos de forma lenta e irreversível. O Rottweiler não está entre as raças com predisposição genética específica reconhecida à doença, mas, como em qualquer cão de porte grande, o desgaste natural dos órgãos ao longo da vida torna a vigilância na terceira idade especialmente importante.
Os sinais que podem indicar que os rins não estão filtrando bem
Como os rins compensam a perda de função por muito tempo, os primeiros sinais costumam ser discretos: o cão bebe mais água do que o normal e, como consequência, urina com mais frequência e em maior volume. Com o avanço da doença, aparecem perda de apetite, emagrecimento mesmo comendo a quantidade habitual, hálito com odor amoniacal, vômitos ocasionais e pelagem opaca. Alguns tutores notam que o Rottweiler fica mais apático e cansa mais rápido nos passeios, sinais que facilmente se confundem com o envelhecimento natural da raça — o que reforça por que o exame de sangue de rotina é mais confiável do que observar o comportamento isoladamente.
Como o diagnóstico é feito
O exame de sangue que mede ureia, creatinina e, mais recentemente, o SDMA — um marcador que se altera antes dos exames tradicionais — é o caminho padrão para identificar a perda de função renal, geralmente associado a um exame de urina que avalia a densidade urinária e a presença de proteína. Em cães sênior, veterinários recomendam repetir esses exames a cada seis meses, já que a doença raramente aparece de um exame para o outro: ela se revela pela comparação de valores ao longo do tempo, não por um resultado isolado.
O que muda na rotina e na alimentação depois do diagnóstico
Não existe cura para a doença renal crônica, mas o tratamento certo pode manter o cão confortável por bastante tempo. A principal mudança é a dieta: rações terapêuticas com menos fósforo e proteína de alta qualidade reduzem a sobrecarga sobre os rins que ainda funcionam. Água fresca sempre disponível é ainda mais importante nessa fase, já que o cão perde mais líquido pela urina. O veterinário também pode indicar medicação para controlar a pressão arterial, suplementos específicos e, em estágios mais avançados, fluidoterapia periódica para ajudar o corpo a eliminar toxinas que os rins não conseguem mais filtrar sozinhos.
Von-Costa: exames de rotina como prioridade na terceira idade
No Canil Von-Costa, recomendamos que todo Rottweiler a partir dos sete ou oito anos passe por exames de sangue e urina pelo menos duas vezes ao ano, mesmo sem nenhum sinal aparente de doença. Identificar a perda de função renal enquanto ainda é pequena é o que permite ajustar a dieta e o acompanhamento a tempo de preservar a qualidade de vida do cão por mais anos. Se você tem dúvidas sobre a saúde dos rins do seu Rottweiler ou interesse na ninhada atual, fale com a gente pelo WhatsApp.